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Justiça determina que estado da Paraíba exonere diretores de presídios sem formação superior

Justiça determina que estado da Paraíba exonere diretores de presídios sem formação superior TJPB/Divulgação A juíza Andréa Lopes Lins, da 1ª Vara da ...

Justiça determina que estado da Paraíba exonere diretores de presídios sem formação superior
Justiça determina que estado da Paraíba exonere diretores de presídios sem formação superior (Foto: Reprodução)

Justiça determina que estado da Paraíba exonere diretores de presídios sem formação superior TJPB/Divulgação A juíza Andréa Lopes Lins, da 1ª Vara da Fazenda Pública, determinou em sentença que o estado da Paraíba exonere diretores de presídios que não possuam formação superior em alguns cursos específicos. A determinação foi proferida nesta quinta-feira (5). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O que foi determinado está no âmbito de uma ação movida pelo Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário da Paraíba (Sindpp-PB), por considerar que nomeações feitas previamente pelo governo estadual desrespeitaram exigências da Lei de Execução Penal e da legislação estadual. As duas normas determinam que diretores de presídios devem possuir formação em nível superior em áreas específicas, como Direito, Psicologia, Ciências Sociais, Pedagogia ou Serviço Social. No processo, o sindicato apresentou um dado da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-PB) que aponta que 23 diretores têm formação nesses cursos dos 70 que coordenam esses espaços. Outros 42 possuem graduação em cursos diferentes e cinco têm somente o ensino médio completo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O g1 entrou em contado com a Procuradoria-Geral da Paraíba, mas até a última atualização desta reportagem não obteve um retorno. O estado pode recorrer da decisão. Também nos autos, o governo estadual respondeu que o cargo de diretor de presídios, por ser comissionado, permitiria maior liberdade na escolha dos ocupantes. Foi citado por ele também um precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o sistema prisional de Roraima. No entanto, a juíza discordou dessa argumentação e entendeu que o caso de Roraima não se aplica à situação da Paraíba e também a natureza comissionada do cargo não dispensa o cumprimento das exigências legais de formação superior. “A discricionariedade administrativa não autoriza o afastamento de requisitos legais expressamente estabelecidos pelo legislador”, diz trecho da sentença. A decisão também estabelece que o governo não poderá realizar novas nomeações fora dos critérios de formação superior para os cargos. Também foi fixado um prazo de 30 dias para o cumprimento das determinações. Em caso de descumprimento, há multa diária prevista. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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